Um convidado bem trapalhão (1968)

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Antes de começarmos a falar sobre comédia, precisamos decidir de qual tipo de comédia queremos (e iremos conseguir) rir. Infelizmente dos anos 90 pra cá, o gênero comédia se tornou, em sua esmagadora maioria, insosso. A comédia romântica, por exemplo, não é uma comédia real. É apenas um filho bastardo da pós-modernidade(1). O único exemplo da comédia pura que ainda respira, ainda que sofregamente, é a comédia de erros. Filmes desse tipo são aqueles em que os personagens são colocados em situações tragicômicas por um desfortúnio do destino.

Um bom exemplo atual é “Entrando numa fria” (2004) com Ben Stiller e Robert DeNiro. Nele vemos Ben Stiller tentando de tudo para agradar o sogro, mas tudo parece sair do controle. Um pouco antes (1983) tivemos o hilário “Férias Frustradas” com Chevy Chase. Mas lá nos longínquos anos 60, havia um brilhante diretor norte-americano chamado Blake Edwards. Devemos a este homem personagens como a Pantera-Cor-de-Rosa e Dick Vigarista. Ele foi um dos vanguardistas a introduzir elementos pop na sociedade dos anos 60 por meio do cinema. Continuar lendo

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Moonrise Kingdom (2012)

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Moonrise Kingdom é aquele tipo de filme que te impressiona desde as primeiras cenas. Dirigido por ninguém mais do que Wes Anderson, o longa é uma adaptação bem livre da história de Romeu e Julieta.

Sam (Jared Gilman) é apaixonado por Suzy (Kara Hayward) e eles resolvem fugir para um local secreto no estado de New England, EUA. Paralelo a isso o filme mostra os pais de Suzy como seres patéticos que se esqueceram o real significado do casamento com o passar dos anos. Algo interessante é que Anderson insiste em colocar as crianças como seres resolutos e maduros e os adultos como “bebês envelhecidos”, criaturas frágeis e que tem muito o que aprender com seus filhos. A mensagem principal do filme é que: Continuar lendo