A Grande Ilusão (1937) ou “Porquê você deveria dar uma chance para um filme antigo assim”


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Tenho dedicado os últimos dias a algumas leituras que expandam um pouco mais minha visão de cinema. Uma delas é “As principais teorias do cinema” de Dudley Andrew (1). Estou passando no momento pela Nouvelle Vague. Entre páginas e mais páginas sobre o realismo francês me deparei com o pre-nouvelle Jean Renoir. Ao ler sobre esse verdadeiro gênio do cinema fiquei impressionado com a profundidade  alcançada pela filosofia realista em sua obra. Bastou procurar um pouco para me deparar com o filme “A Grande Ilusão”, datado de 1937. Continuar lendo

Alphaville e quem nos tornamos no Amor

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Alphaville é uma ficção científica dentro da Nouvelle Vague. Dirigida pelo célebre Jean Luc Godard, faz-se necessário que eu explique um pouco da história antes de continuar. A trama retrata a viagem do agente secreto Lemmy Caution (Eddie Constantine) a Alphaville para investigar mortes de outros agentes que foram antes dele. Alphaville é um planeta que é governado pela inteligência artificial Alpha 60. De alguma forma Alpha 60 está ligada às misteriosas mortes na cidade. Chegando em Alphaville, sua missão é encontrar e eliminar um dos criadores do Alpha 60. Nesse meio tempo ele se apaixona pela filha do cientista (Anna Karina) e então descobre que aquele mundo vive a ditadura da razão. E aí as coisas se complicam. Continuar lendo